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Nosso Carisma

“Jesus todo, todo de Jesus. Esta é a frase que abrange e resume todo o carisma dos/as Pobres de Jesus Cristo. Há em nós uma profunda vontade e até uma ousada pretensão de querer Jesus por inteiro e de ser d?Ele também por inteiro” (NF1).

Padre Gilson Sobreiro de Araújo sobre o Carisma das Pobres de Jesus Cristo - 2014.

Se todo carisma tem como finalidade a Pessoa de Jesus, onde então é que, partindo desse enunciado, podemos encontrar aquilo que é próprio do nosso? A resposta, para essa pergunta, pode ser encontrada nas duas fortes expressões que nele aparece: profunda vontade e ousada pretensão. Ao olhar para as páginas dos Santos Evangelhos, vamos perceber que havia uma profunda vontade no coração de cada um daqueles que decidiram seguir o exigente Mestre de Nazaré. Se Ele se deu por completo a nós (cf. Fl 2,6-8), não espera outra coisa de nós que não seja a doação total de nossas vidas: “Quem não renuncia a tudo o que possui, não pode ser meu discípulo” (Lc 14,33).

Uma profunda vontade só pode ser alimentada se não tivermos um plano “B”. Se não deixarmos que o nosso coração se divida diante de outras possibilidades que a vida possa nos oferecer. Se permanecermos como Maria, irmã de Marta, que se conservando junto a Jesus escolheu a melhor parte (cf. Lc 10, 41-42). Se buscarmos em primeiro lugar o Reino de Deus (cf. Mt 6,33), as coisas do Alto (Cl 3,1).

Ao nos depararmos com as entranháveis exigências do Senhor, poderíamos ser invadidos por uma sensação de impotência, sobretudo se reconhecemos o quão pequenos somos. Também Jeremias se sentiu assim, quando o Senhor lhe chamou: “Foi-me dirigida nestes termos a Palavra do Senhor: Antes que no seio fosses formado, eu já te conhecia. Antes de teu nascimento, eu já te havia consagrado e te havia designado profeta das nações. E eu respondi: Ah! Senhor Deus, eu nem sei falar, pois que sou apenas uma criança. Replicou, porém, o Senhor: Não digas: Sou apenas uma criança... Eis que coloco minhas palavras nos teus lábios. Vê. Dou-te hoje poder sobre as nações e sobre os reinos para arrancares e demolires, para arruinares e destruíres, para edificares e plantares” (Jr 1,4-10).

Jeremias, mesmo diante de sua pequenez, acolheu, com ousada pretensão, o exigente e zeloso convite que o Senhor lhe fizera, assim como haviam acolhido tantos homens e mulheres, antes e depois dele: O velho Noé e o velho Abraão, o tartamudo Moisés, Jéfte o “filho bastardo”, Gedeão, Samuel, Davi e Daniel que eram ainda bem jovens, Rute e Raab que eram estrangeiras, Amós que era um homem da roça... Maria que era uma anônima jovem de uma insignificante cidade da Judéia, Pedro, Tiago, André e João que eram pescadores, Mateus que era um trapaceiro, Madalena e Margarida de Cortona que eram meretrizes, Onésimo que era um escravo fugitivo... Agostinho e Francisco que eram libertinos...

Esses são somente alguns exemplos de homens e mulheres que, mesmo diante de suas limitações, foram tomados por uma ousada pretensão de serem todos de Deus. A seiva que alimenta essa ousada aspiração encontra sua origem no amor incondicional com que Ele nos amou e, dessa forma, podemos, também nós, amá-Lo: “Nós amamos porque Ele nos amou” (1Jo 4,19). “Só o amor pode nos fazer ser todo d’Ele” (NF 6). “Sem o amor seríamos tomados pelo medo de não correspondermos a tão sublime e exigente seguimento, porém, no amor não existe medo, antes, o perfeito amor lança fora o medo” (1 Jo 4, 18) (NF 7).
 
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